quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Reflexão sobre as gerações e a forma de interação

Hoje eu me peguei pensando novamente sobre esta questão ao ver a apresentação do presidente da empresa na qual trabalho falando que ele e os outros VPs estão muito defasados tecnologicamente em relação ao que existe hoje.

Nós sabemos que sempre existem tensões quando a geração seguinte está chegando e a primeira saindo (seja do controle das corporações, dos meios de comunicação, da forma de se comunicar, da politica etc.), mas como hoje em dia se vive mais e se fica mais tempo ativo, temos agora um quadro com 3 gerações e isso tende a piorar e na próxima virada teremos 4 ou até 5 gerações dividindo espaços que normalmente era divididos por uma ou duas gerações no máximo.

Bom, vamos primeiro ao que eu entendo de gerações.
Em meu pequeno conhecimento do assunto eu vejo atualmente 3 gerações ativas:

Geração X: formada por pessoas que tem na faixa de 50 40 anos e que nasceram antes dos PCs (computadores pessoais) serem uma realidade e estarem difundidos como hoje em dia, fora que muitos deles observaram ou acompanharam, ou até sofreram ações referentes a segunda guerra mundial.


Geração Y: Pessoas na casa dos 30 anos, que como eu nascerão no inicio da era dos microcomputadores, que viveram a popularização da comunicação com BBSs, IRC e depois a internet mais ampla, que começaram vendo paginas estáticas e mandando e-mail pelo telnet (só os nerds) e que estão desde o inicio nesta era tecnológica mas que já não eram tão jovens assim quando as mídias sociais digitais e cia apareceram.


Geração Z: Estes têm na casa dos 20 anos e nasceram já com conta no Orkut, facebook, twitter, fotos na net, celular com 3G e todo tipo de facilidade digital que se imagina e que ainda esta por vir.


Bom, agora que eu, em meu parco conhecimento coloquei o que para mim são as três gerações que hoje estão ativas, ou mais ativas, vamos ao problema:

Como fazer um X (individuo da geração X) entender como fazer relacionamento digital se ele nem é da era dos bits?

Como fazer um Z não se entediar com as coisas velhas (para um Z) que os X estão todo dia afirmando como “o jeito certo de fazer a coisa”, “como era feito no meu tempo” e assim vai?

E o coitado do Y que até entende o X e o Z, mas ele não tem certeza de quem está certo, já que realmente o X construiu o mundo que vivemos hoje, e algumas coisas são realmente importantes para que ele continue existindo (será?), mas as relações que o Z fala são realmente legais, afinal jogar WoW/ultima, ficar no face jogar farmvile ou cityvile, twittar e trocar ideia com a turma e escrever um blog jurando que é uma sumidade no que escreve são coisas legais sim; mas o Y sente realmente falta de jogar bola com a turma, sentar na calçada para falar besteira a noite, ir para as festinhas de prédio e outras coisas que não são digitais e que o X fala, mas alguns Z juram que não faz falta pois no second life/WoW/Face dá para fazer do mesmo jeito.

E ai, alguma dica?????





Eu como sou um Y no meio do fogo cruzado acho que o mundo realmente vai mudar e que vai ser muito mais Z e muito menos X, e que nós temos de entender que o mundo virtual/digital nada mais é que uma extensão do nosso convívio mas que não devemos nos privar a só conviver em sociedade virtualizada e devemos tentar sempre estreitar os relacionamentos.
Esta é minha opinião e qual é a SUA?

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

NO NORDESTE SE FALA ASSIM (CORDEL)

Recebi este cordel por e-mail de um amigo e encontrei um blog na internet:http://www.conversasdosertao.com/2011/08/no-meu-nordeste-se-fala-assim.html, que traz exatamente o e-mail e estou colocando aqui.
Este cordel é de autoria de Ismael Gaião e em respeito ao verdadeiro autor, o poema está com o nome dele a fonte de onde foi tirado e os devidos créditos.

NO NORDESTE SE FALA ASSIM:



Há diferenciação
Porque cada região
Tem seu jeito de falar
O Nordeste é excelente
Tem um jeito diferente
Que a outro não se iguala
Alguém chato é Abusado
Se quebrou, Tá Enguiçado
É assim que a gente fala




Uma ferida é Pereba
Homem alto é Galalau
Ou então é Varapau
E coisa ruim é Peba
Cisco no olho é Argueiro
O sovina é Pirangueiro



Enguiçar é Dar o Prego
Fofoca aqui é Fuxico
Desistir, Pedir Penico
Lugar longe é Caxaprego
Ladainha é Lengalenga
E um estouro é Pipoco
Qualquer botão é Pitoco
E confusão é Arenga



Fantasma é Alma Penada
Uma conversa fiada
Por aqui é Leriado
Palavrão é Nome Feio
Agonia é Aperreio
E metido é Amostrado
O nosso palavreado
Não se pode ignorar
Pois ele é peculiar
É bonito, é Arretado




E é nosso dialeto
Sendo assim, está correto
Dizer que esperma é Gala
É feio pra muita gente
Mas não é incoerente
É assim que a gente fala




Você pode estranhar
Mas ele não tem defeito
Aqui bala é Confeito
Rir de alguém é Mangar
Mexer em algo é Bulir
Paquerar é Se Inxirir
E correr é Dar Carreira
Qualquer coisa torta é Troncha
Marca de pancada é Roncha
E a caxumba é Papeira
Longe é o Fim do Mundo
E garganta aqui é Goela
Veja que a língua é bela



E nessa língua eu vou fundo
Tentar muito é Pelejar
Apertar é Acochar
Homem rico é Estribado
Se for muito parecido
Diz-se Cagado e Cuspido
E uma fofoca é Babado
Desconfiado é Cabreiro
Travessura é Presepada
Uma cuspida é Goipada
Frente de casa é Terreiro



Dar volta é Arrudiar
Confessar, Desembuchar
Quem trai alguém, Apunhala
Distraído é Aluado
Quem está mal, Tá Lascado
É assim que a gente fala




Aqui valer é Vogar
E quem não paga é Xexeiro
Quem dá furo é Fuleiro
E parir é Descansar
Um rastro é Pisunhada
A buchuda é Amojada



E pão-duro é Amarrado
Verme no bucho é Lombriga
Com raiva Tá Com a Bixiga
E com medo é Acuado
Tocar em algo é Triscar
O último é Derradeiro
E para trocar dinheiro
Nós falamos Destrocar
Tudo que é bom é Massa
O Policial é Praça
Pessoa esperta é Danada


Vitamina dá Sustança
A barriga aqui é Pança
E porrada é Cipoada
Alguém sortudo é Cagado
Capotagem é Cangapé
O mendigo é Esmolé
Quem tem pressa é Avexado
A sandália é Percata
Uma correia, Arriata
Sem ter filho é Gala Rala
O cascudo é Cocorote


E o folgado é Folote
É assim que a gente fala
Perdeu a cor é Bufento
Se alguém dá liberdade
Pra entrar na intimidade
Dizemos Dar Cabimento
Varrer aqui é Barrer
Se a calcinha aparecer
Mostra a Polpa da Bunda



Mulher feia é Canhão
Neco é pra negação
Nas costas, é na Cacunda
Palhaçada é Marmota
Tá doido é Tá Variando
Mas a gente conversando
Fala assim e nem nota
Cabra chato é Cabuloso
Insistente é Pegajoso



Remédio aqui é Meisinha
Chateado é Emburrado
E quando tá Invocado
Dizemos Tá Com a Murrinha
Não concordo, é Pois Sim
Tô às ordens é Pois Não
Beco ao lado é Oitão
A corrente é Trancilim
Ou Volta, sem o pingente
Uma surpresa é, Oxente!


Quem abre o olho Arregala
Vou Chegando, é pra sair
Torcer o pé, Desmintir
É assim que a gente fala
A cachaça é Meropéia
Tá triste é Acabrunhado
O bobo é Apombalhado
Sem qualidade é Borréia
A árvore é Pé de Pau




Caprichar é Dar o Grau
Mercado é Venda ou Bodega
Quem olha tá Espiando
Ou então, Tá Curiando
E quem namora Chumbrega
Coceira na pele é Xanha
E molho de carne é Graxa
Uma pelada é um Racha
Onde se perde ou se ganha
Defecar se chama Obrar



Ou simplesmente Cagar
Sem juízo é Abilolado
Ou tem o Miolo Mole
Sanfona também é Fole
E com raiva é Infezado
Estilingue é Balieira
Uma prostituta é Quenga
Cabra medroso é Molenga
Um baba ovo é Chaleira



Opinar é Dar Pitaco
Axilas é Suvaco
E cabra ruim é Mala
Atrás da nuca é Cangote
Adolescente é Frangote
É assim que a gente fala
Lugar longe aqui é Brenha
Conversa besta, Arisia
Venha, ande, é Avia
Fofoca é também Resenha
O dado aqui é Bozó
Um grande amor é Xodó





Demorar muito é Custar
De pernas tortas é Zambeta
Morre, Bate a Caçuleta
Ficar cheirando é Fungar
A clavícula aqui é Pá
Um mal-estar é Gastura
Um vento bom é Frescura
Ali, se diz, Acolá
Um sujeito inteligente
Muito feio ou valente
É o Cão Chupando Manga
Um companheiro é Pareia
Depende é Aí Vareia


Tic nervoso é Munganga
Colar prova é Filar
Brigar é Sair no Braço
Nosso lombo é Ispinhaço
Faltar aula é Gazear
Quem fala alto ou grita
Pra gente aqui é Gasguita
Quem faz pacote, Embala
Enrugado é Ingilhado
Com dor no corpo, Ingembrado


É assim que a gente fala
Um afago é Alisado
Um monte de gente é Ruma
Pra perguntar como, é Cuma
E bicho gordo é Cevado
A calça curta é Coronha
Um cabra leso é Pamonha
E manha aqui é Pantim
Coisa velha é Cacareco
O copo aqui é Caneco


E coisa pouca é Tiquim
Mulher desqualificada
Chamamos de Lambisgóia
Tudo que sobra, é Bóia
E muita gente é Cambada
O nariz aqui é Venta
A polenta é Quarenta
Mandar correr é Acunha
Ter um azar é Quizila
A bola de gude é Bila
Sofrer de amor, Roer Unha
Aprendi desde pivete
Que homem franzino é Xôxo


Quem é medroso é um Frouxo
E comprimido é Cachete
Sujeira em olho é Remela
Quem não tem dente é Banguela
Quem fala muito e não cala
Aqui se chama Matraca
Cheiro de suor, Inhaca
É assim que a gente fala


Pra dizer ponto final
A gente só diz: E Priu
Pra chamar é Dando Siu
Sem falar, Fica de Mal
Separar é Apartá
Desviar é Ataiá
E pra desmentir é Nego
Quem está desnorteado
Aqui se diz Ariado
E complicado é Nó Cego
Coisa fácil é Fichinha


Dose de cana é Lapada
Empurrão é Dá Peitada
E o banheiro é Casinha
Tudo pequeno é Cotoco
Vigi! Quer dizer, por pouco
Desde o tempo da senzala
Nessa terra nordestina
Seu menino, essa menina!
É assim que a gente fala.”

ISMAEL GAIÃO DA COSTA





segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Adeus, Amigo...

Hoje tropecei na triste noticia da tua prematura partida... Nao tivemos sequer tempo de nos despedir... Mas a vida tem dessas coisas... Os nossos encontros deixarao de ser com a tua presenca, mas continuarao se-los na boa lembranca de ti que permanecera cravada em nossos coracoes.
Que sejas bem recebido em teu novo lar e tires o proveito do teu merecido repouso... Creio que Papai-do-Ceu esta a te receber de bracos abertos!
Aqui na terra continuaremos a conservar a tua memória e a viver os dias que nos foi concedido, na certeza de um dia voltarmos a nos reencontrar.
Receba o meu triste adeus, Amigo Solano…

sábado, 20 de março de 2010

Ending on a High Note

...

Com eventos como este, Recife mostra cada vez mais que tem condições de entrar para rota dos grandes shows no Brasil.

Na última quinta-feira, dia 18 de março, o Chevrolet Hall foi palco de mais um grande evento musical no Recife. Depois de quase 20 anos a banda norueguesa A-ha voltou à capital pernambucana para a sua turnê de despedida, “Farewell Tour 2010”, que já havia se apresentado nas cidades de Bauru, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Brasília, passando por Recife e terminando em Fortaleza seu tour pelo Brasil.

Já durante a tarde da quinta-feira começou a expectativa, pois o vocalista Morten Harket havia dado entrada no Hospital Esperança, no Recife, reclamando de dores na garganta. O cantor já havia sentido algo no show que a banda fez em Brasília na última terça-feira, dia 16 de março, e no hospital em Recife foram diagnosticados amigdalite e faringite...logo no vocalista! A apreensão foi geral, mas o show ainda estava confirmado.


Todos os ingressos já estavam esgotados desde o dia 8 de março, dez dias antes do show e havia ainda muita gente na frente do Chevrolet Hall à procura de ingressos em cima da hora...os cambistas é que fizeram a festa! Fiquei sabendo que estavam vendendo ingressos por R$300,00 na hora, ingressos que custaram antecipadamente R$100,00 pista e R$120,00 frontstage, é a lei da oferta e da procura.

A casa de shows estava lotada e o grupo norueguês fez a apresentação para o maior público na turnê pelo Brasil. A organização do evento não divulgou a quantidade exata de expectadores, mas estima-se que cerca de 13 à 15 mil pessoas acompanharam o show.


O início do show estava previsto para as 22:00h, mas ocorreu um atraso. A apreensão se abateu na platéia e se espalhavam os boatos de que a apresentação seria cancelada devido às condições da garganta e do vocalista da banda. Então, perto das 23:00h as luzes se apagaram e a banda entrou no palco com a música Bandstand do seu último álbum, The Foot of the Mountain, levando a multidão de fãs ao delírio.

A decoração do palco era bem simples, mas ficou bem legal. Na frente ficaram os três integrantes principais, lado a lado, com o vocalista no meio. Os dois integrantes secundários, o baterista e um segundo tecladista ficaram mais atrás, junto a um grande telão que ficava ao fundo passando diversas imagens programadas para o show. O guitarrista Paul Waaktaar-Savoy passou a apresentação inteira com um terno, enquanto os outros dois integrantes adotaram a bermuda em seu figurino para agüentar o terrível calor que estava fazendo no local. Morten entrou com uma camiseta preta básica, um bermudão cáqui e um tênis...parecia um recifense! hehe


Logo nas primeiras músicas dava pra perceber que o vocalista não estava com a garganta legal, não conseguindo chegar nas notas mais altas. Disse que havia perdido a voz mas não queria cancelar o show, portanto precisava de ajuda para cantar. Virava o microfone para a platéia cantar parte das músicas que mais exigiam da voz, como "Scoundrel Days" e "Manhattan Skyline". Deu pra ver que ele foi guerreiro mesmo, pra agüentar a apresentação até o fim daquele jeito, e valeu a pena, mesmo com estas adversidades o show foi memorável e levantou a multidão de fãs principalmente nas músicas mais antigas como Stay on These Roads e Hunting High and Low.

Como nos outros shows no Brasil, para fazer jus ao título da turnê "Ending on a High Note", a banda fechou a apresentação com seu primeiro e maior sucesso, Take on Me, deixando a platéia em êxtase. No fim da música Morten desceu do palco e foi falar com os fãs que estavam na pista. Por um instante, muita gente ficou sem entender o que estava acontecendo, já que a parte final da música rolava sem a voz do cantor. Seguranças precisaram intervir para que o vocalista retornasse ao palco.

O show durou cerca de 1:30h e contou com 18 músicas no repertório, com quatro canções a menos do que os shows do resto do país. Ficaram de fora "Summer Moved On", "Early Morning", "Train of Thought" e "Swing of Things". No show do Rio, o público ainda teve o privilégio de ver uma arranjo especial para "You Are The One" apenas com voz e dois violões, nas demais cidades brasileiras esse célebre sucesso infelizmente não entrou no repertório.

De qualquer forma o sentimento geral do público ao fim da apresentação foi de satisfação por está presente em um evento histórico para o cenário musical da cidade. A banda A-ha fechou com chave de ouro sua passagem pelo Recife em sua turnê de despedida, Terminando em uma Nota Alta.

...



SET LIST
Bandstand
The Foot of the Mountain
Analogue
Forever not Yours
Minor Earth Major Sky
Move to Memphis
The Blood that Moves the Body
Stay on These Roads
Living Daylights
Crying in the Rain
Scoundrel Days
Manhattan Skylines
I’ve Been Losing You
Looking for the Whales
Cry Wolf

Bis
Hunting Down and Low
The Sun Always Shine on the TV
Take On Me
...

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Volta em Grande estilo, pois é carnaval

Bom, faz um tempo que eu não escrevo nada, talvez falta de tempo, mas muito provavelmente preguiça mesmo.

Bom o fato é que estou de volta ao blog, e vou começar postando sobre nossa próxima grande festa nacional o carnaval.

Eu poderia citar todos os grandes carnavais do Brasil e suas diversidades, mas o certo é que sendo eu bairrista até o fim vou falar é do carnaval da minha terra.

RECIFE e OLINDA, o melhor e maior carnaval da terra, e eu explico com direito a dados.

Primeiro o carnaval de Olinda, que é um carnaval de rua, celebrado em uma cidade histórica com quase a mesma idade que o Brasil, carnaval bem democrático, não paga nada para andar nas ladeiras se fantasiar e se divertir, dançar e namorar em meio a multidão. As principais atrações em Olinda são a irreverência dos foliões, a música regional, já que em Olinda só se tocam os ritmos locais sendo proibida a entrada de trio elétrico e a execução de musicas e ritmos que não façam parte da tradição Pernambucana. E cai entre nós, quem precisa de mais?





Depois o carnaval do Recife que fica a 10 minutos de Olinda e vem completar a festa do estado.
Recife traz uma característica bem interessante, enquanto concentra boa parte dos blocos tradicionais, os antigos frevos canção, e toda a boemia do Recife Antigo, traz uma nova idéia de carnaval, multi cultura e com vários pólos e eventos para que o carnaval seja realmente democrático.
Em Recife você poderá apreciar os antigos carnavais como o do Bloco da Saudade:



Poderá dançar o frevo no maior bloco de carnaval do planeta terra o Galo da Madrugada, está no guiness com mais de 1 milhão de foliões.



E poderá ir a um dos outros pólos, onde você poderá se inserir na cultura afro, por exemplo, na noite dos tambores silenciosos (eu recomendo), ou poderá ir ao pólo mangue e escutar rock and roll, é isso mesmo meu amigo no carnaval de Recife tem Rock para quem diz que não gosta de carnaval, pode ir para o pólo tecno e ouvir musica eletrônica, caramba, este ano até musica eletrônica vai ter, além de poder ficar no seu bairro, ou área da cidade com muitos pólos para as pessoas se divertirem em todos os lugares da cidade, com atrações das mais variadas, desde NXzero, passando por djs gringos, até Zeca Baleiro, Caetano Veloso ou as orquestras de frevo. E ainda tem gente que vai para outro lugar. Ir uma vez para conhecer e ter certeza que Pernambuco é o melhor eu até perdôo, mas é perda de tempo.

ISSO QUE É CARNAVAL DEMOCRÁTICO MEU AMIGO.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Sobre a minha pequena viagem pelas praias do Nordeste Parte 2 (Alagoas);

Voltando a viagem, saímos finalmente e graças a deus de “Sarvador” para Maceió, tudo estaria ótimo se não fosse o péssimo ônibus que pegamos, horrível estado, sujo, parando o tempo todo, eu estava me sentindo em um pau de arara.

Mas graças a deus conseguimos chegar em Maceió, ficamos hospedados em uma excelente pousada na praia de Pajuçara, muito bom local, limpo, pessoas atenciosas o nome da Pousada é Pousada Estalagem, muito criativo, não? Bom mas criatividade a parte o lugar é bem legal, e está localizado em uma das melhores praias urbanas de Maceió, de lá podemos ir andando até Jatiuca ou Ponta verde, e também dá para ir andando para o melhor restaurante de comida regional que eu conheci em Alagoas, a Bodega do Sertão, a minha namorada adorou e comemos lá todos os dias que passamos em Maceió.
A cidade continua bem legal na parte da orla, as praias são de água quente, só tem muitas algas e as vezes fica meio complicado entrar na água, mas as praias estão limpas e em bom estado.



Infelizmente não tivemos muito tempo, mas fomos até a praia do francês, que fica próxima a Maceió, ficamos devendo Barra de São Miguel e a praia do Gunga, mas a praia do Francês foi muito boa, ótima para tomar banho e fazer alguns esportes na areia, os preços não estão muito caros, e apesar dos vendedores alugarem cadeiras na praia da praia, existe muito espaço para caso você leve sua toalha se acomodar sem problemas. O ponto ruim é que uma parte da orla estava muito cheia de gente e ficava impossível transitar ou mesmo aproveitar esta parte da praia, mas a outra metade estava tranquila e conseguimos caminhas, e empinar pipa (não foi isso?) kkkk




De Maceió partimos para Japaratinga, uma praia no caminho para Recife e bem próxima a Maragogi.
Japaratinga, ou Japara, como é conhecida no nordeste é uma praia pequena, e com uma pequena cidade, muito limpa, água bem quente, sem muitas pessoas na areia, e com pouca infra estrutura. É ótima para se descansar e passar uns dias só admirando o mar, e ainda tem algumas piscinas naturais e passeios que você pode fazer ou você pode ir direto para Maragogi, existe transporte constante entre as praias. Gostaria apenas de lembrar que apesar da infra da praia não ser das melhores a pousada que ficamos era ótima e o dono era uma simpatia de italiano que trocoua Europa por japaratinga.



Fomos a Maragogi para conhecer as piscinas naturais e nadar com os peixes, primeiro tivemos alguns problemas para conseguir um barco pois chegamos um pouco tarde, mas no final tudo deu certo e ficamos duas horas mergulhando e vendo a natureza. Bom passeio, mas eu ainda prefiro as piscinas de Porto de Galinhas, sem duvida é um bom lugar para se ir, a água continua morna e a praia é limpa, porem já tem bastante gente na praia, bem como mais infra estrutura para suportar os turistas.



O grande problema é transporte para Recife, mas por sorte conseguimos alugar um microônibus que nos levou até Recife.

Então no próximo capitulo eu vou falar de Recife, de Porto, de Olinda e termino minha viagem.

Reprodava: infra estrutura em Japaratinga (principalmente no que tange o transporte)
Aprovada: todas as praias estão de parabéns, ótimos lugares para descansar

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Sobre a minha pequena viagem pelas praias do Nordeste Parte 1 (Bahia)

Eu vou escrever alguns posts sobre uma viagem que fiz com a minha namorada e uns amigos por algumas praias do nordeste, contando os prós, os contras e colocando algumas imagens para ilustrar as coisas.

Vou começar com a Bahia, a minha primeira parada, bem como a de minha namorada e seus amigos foi Salvador ou “Sarvador”, como foi apelidada pelas meninas.

Primeiro problema da cidade, o aeroporto é muito distante (fica na famosa Itapoá que é outra cidade, obvio que Guarulhos entre outros aeroportos não são perto dos centros, mas a diferença é que diferente dos grandes aeroportos as formas de se sair deste aeroporto da Bahia são em sua maioria bem caras), você pode pegar um taxi, que custa uma fortuna, pode pegar um transfer com outras pessoas, só começa a valer a pena em 4 pessoas (30 reais a cabeça), ou pode pegar o ônibus, que demora 1 hora para passar e leva mais umas 2 horas para chegar na barra em Salvador (mas é bem mais barato).

Impressões sobre Salvador, logo depois do natal, cidade suja, pessoas mal tratadas e com aparência ameaçadora (e olhe que eu morei muitos anos em Recife que é bem violenta), a praia da Barra, do Flamengo e do Forte da Barra, uma farofada só, a parte histórica continua interessante, mas nem fui lá pois todos os locais, guias e quem mais eu encontrava não aconselhava a subir o pelourinho nem ir aos pontos turísticos, inclusive a Gretche foi e foi assaltada.

Mas a Bahia é bem mais que “Sarvador”, então fomos a marina e pegamos um barco rápido para Morro de São Paulo.
Perfeito, o lugar é lindíssimo, tranquilo, agradável, com preços totalmente dentro da realidade e não estava lotado, isso perto do ano novo, onde normalmente as praias estão cheias de gente.
A praia de Morro de São Paulo, Gamboa entre outras são muito bonitas, a comida é boa e a noite tem seu agito, este foi o primeiro ponto bom da viagem.


Minha impressão sobre a Bahia então continua a mesma, a Bahia é lindíssima, o polvo é acolhedor, a comida é boa e as praias perfeitas. O que mata a Bahia é Salvador.

Me desculpem os soteropolitanos, mas já é a terceira vez que estive em Salvador, incluindo o carnaval, e não mudei de idéia. (inclusive o que salvou Salvador na opinião de alguns dos meus amigos foram algumas pessoas (não é isso Emma e Kristina?), porque a cidade está horrível)

Reprovada: Salvador
Aprovada: Morro de São Paulo

Já me vou e volto com a segunda parada que foi Alagoas!